domingo, 28 de fevereiro de 2010

Diavolina


Fruto de sua curiosidade tamanha era a bagunça que Diavolino aprontava naquele laboratório que encontrou de porta semi-aberta nos confins do inferno.
Sapos, cores, ossos, formas, morcegos, fumaças de diversas cores enchiam de bilho os olhos daquele pequeno diabo. Foi quando bateu seu tridente em um frasco que estava em cima da grande mesa central e o frasco foi ao chão. Ao se quebrar houve um estouro abafado e uma fumaça de vermelho vívido subiu ao seu redor. O pequeno diabo se apavorou e correu para frente de um velho e empoeirado espelho ficava ao canto no laboratório para verificar se a fumaça havia lhe causado algum estrago. Mal podia enxergar sua imagem, mas parecia estar tudo no lugar. Asas, chifre, rabo e até uma batidinha de casco ao chão. Sem se incomodar saiu da frente do espelho e foi quando a imagem lá permaneceu até que em um salto se pôs para fora dele.
Ao contrário do que parecia aquela imagem não era o reflexo do Diavolino e sim o seu oposto criado pela poção, ao qual se tornara a Diavolina. Mais anjinha, porém a sua desenfreada paixão pela sua outra metade despertava um enorme lado diabinha que se fazia disposta a tudo para ficar com seu amor, o Diavolino.

Nenhum comentário: